A TPA é a taxa diária paga pelos turistas ao governo do estado de Pernambuco. A cobrança é por dia de permanência, mas você poderá pagá-la antecipadamente, com o cartão de crédito. Descubra como fazer neste post.

Não tem jeito: Para conhecer o paraíso de Fernando de Noronha você precisará pagar a famosa “TPA”: Taxa de Preservação Ambiental. A taxa é cobrada pelo governo de Pernambuco a todos os não-residentes da ilha que estejam em visita de caráter turístico. O valor é atualizado anualmente. Em 2026, a permanência na ilha por dia custa aos turistas R$ 105,79, para quem vai ficar até 5 dias. Depois, até 10 dias, a taxa cai progressivamente até 10 dias de permanência, quando o valor diário fica por R$ 90,13. Já para quem passar dos 20 dias de ilha, a taxa aumenta significativamente.
Pelo link https://www.noronha.pe.gov.br/catalogo-de-servicos-old2/taxa-de-preservacao-ambiental-tpa/ você poderá ler sobre as leis que validam a cobrança da taxa e a tabela com os valores cobrados de 1 até 30 dias. Por lá também é possível acessar o ambiente virtual onde você poderá preencher com seus dados e pagar antecipadamente a taxa, evitando uma fila no guichê do aeroporto da Ilha.
Programe-se para não pagar em dobro
Fernando de Noronha não é um lugar para seguir a máxima “deixa a vida me levar”. O arquipélago é o único entre as ilhas oceânicas brasileiras que pode ser visitado e mantém uma delicada relação entre a presença humana, especialmente a dos turistas, e a conservação ambiental. Por isso, há limites que precisam ser respeitados.
O motivo da necessidade de programação prévia quanto à TPA está no artigo 86 da lei nº 11.704, art. 86, itens I, II e III, que diz que “O valor da Taxa de Preservação Ambiental que se referir aos dias excedentes ao período inicialmente previsto, será cobrado em dobro, quando a permanência do visitante ou turista no Arquipélago de Fernando de Noronha não estiver devida e previamente agendada autorizada pela Administração Geral”.
Além do limite de visitantes que precisa ser respeitado, existem outras inúmeras normas para que o turismo na ilha aconteça. Assim como não vale a pena decidir o tempo da sua permanência só depois de estar na ilha, também não é aconselhável para o seu bolso deixar para procurar hospedagem só no local ou comprar passeios na hora sem checar quem oferece o serviço. Tudo isso pode custar mais caro ou ainda prejudicar a sua experiência turística.
Para programar seus passeios e receber atenção diferenciada antes, durante e depois da sua viagem, contrate os serviços da Atalaia em nosso site. Se você ainda não tem data para viajar, pode comprar um ‘pacote flexível’ e decidir na hora quais passeios quer fazer.
Por que temos que pagar a TPA?
Apesar de o nome associar a taxa ao meio ambiente, ela abrange mais do que os cuidados diretos com a natureza. O montante arrecadado é utilizado na gestão de resíduos (incluindo o transporte regular do ‘lixo’ triado na ilha para reciclagem, no continente); na Infraestrutura, com manutenção de vias públicas, por exemplo, e ainda na gestão do turismo sustentável, incluindo a fiscalização ao decreto plástico zero, que proíbe uso e comercialização de plásticos descartáveis, e ainda monitorar o volume de visitantes, apoiar projetos de pesquisa, garantir a prestação de serviços essenciais.
Fernando de Noronha não tem prefeitura, e portanto não há recursos oriundos do Fundo de Participação dos Municípios. A gestão da ilha é feita por uma administração distrital, vinculada à Secretaria de Meio Ambiente e Sustentabilidade de Pernambuco. Decretos e instruções normativas federais também precisam ser respeitadas pelo governo estadual, já que todo o arquipélago é coberto por duas unidades de conservação federais: uma Área de Proteção Ambiental (APA) e um Parque Nacional Marinho.

Outras ‘taxas’ cobradas ao turista em Fernando de Noronha
Para visitar Fernando de Noronha, apenas uma taxa é obrigatória: a Taxa de Preservação Ambiental (TPA). Já o ingresso para o Parque Nacional Marinho, que abrange cerca de 70% do arquipélago e inclui áreas preservadas onde estão praias como a do Sancho, eleita seis vezes a melhor do mundo, é opcional. Atualmente, o ingresso custa R$ 192,00 para brasileiros e R$ 384,00 para estrangeiros, com validade de 10 dias.
O valor a ser pago para acessar o Parque Nacional Marinho de Fernando de Noronha também é reajustado anualmente, em novembro. Se você pretende viajar para a ilha entre o final de outubro e o início de novembro, vale ficar atento ao site do parque. Caso o decreto com o reajuste ainda não tenha sido publicado, não será possível comprar o ingresso pela internet antecipadamente, mas não se preocupe: o atendimento no Centro de Visitantes do ICMBio é rápido e sem complicações.
O site para comprar o ingresso do Parque é https://tickets.parnanoronha.com.br/, mas aconselhamos você a conferir também o site do Parque, em parnanoronha.com.br , para encontrar as opções de visitação, trilhas e outras curiosidades da Unidade de Conservação.
Mesmo com tantas taxas, vale a pena viajar para Fernando de Noronha?
A resposta é SIM, sem dúvida! A ilha é considerada pela UNESCO Patrimônio Natural da Humanidade, além de acumular títulos como “Ponto de Esperança”, pela ONG internacional Blue Nature; Sítio “Ramsar” – zona úmida de importância ecológica internacional, “Área Importante para Tubarões e Raias”, pela Comissão de Sobrevivência de Espécies da União Internacional para a Conservação da Natureza, entre tantos outros prêmios conquistados.
Já deu para perceber que você não visitará um lugar comum: cada canto da ilha é único, assim como seu jeito de receber os turistas. Ao conhecer Fernando de Noronha você valoriza o turismo de ecologia, tem a chance de apoiar a comunidade local e colaborar com a conservação deste paraíso brasileiro.
Para entender mais sobre o funcionamento da ilha, sugerimos que ouça o episódio “Noronha é mesmo cara”, do podcast Fala, Noronha, produzido pela Atalaia Receptivo. Disponível nas principais plataformas de áudio.
